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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Hugo Ernano, militar da GNR tem cabeça a prémio

"Há alguém que está a oferecer uma recompensa de 30 mil euros a quem me matar ou a quem me entregar a essa pessoa", disse, ao JN, Hugo Ernano, militar da GNR condenado pela morte de um menor numa perseguição policial em Loures, em Agosto de 2008.

Com a "cabeça a prémio", o GNR de 36 anos já formalizou uma queixa junto da Guarda e confessa temer pela própria vida e pela da família. "O que agora me preocupa mais é o facto de não haver uma cara, alguém identificado. Pode ser qualquer um que precise de 30 mil euros, porque oferecem a quem o faça", denuncia. (JN)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Brasileiros espancam agente da PSP e tribunal liberta-os

Faltavam poucos minutos para as 22h00 de sexta-feira e ‘José’ preparava-se para apanhar o autocarro na Gare do Oriente. O agente da PSP de 32 anos ia entrar ao serviço, quando foi abordado por um grupo de cinco homens que o queria roubar. Resistiu ao assalto, mas foi violentamente agredido pelo gang. De acordo com o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, "o elemento policial agredido sofreu diversos traumatismos e teve de ser imediatamente transportado ao hospital".

Enquanto ‘José’ era socorrido por um transeunte que o ajudou, colegas que se encontravam na zona da Gare do Oriente perseguiram os cinco agressores, acabando por capturar dois elementos do grupo. Tratava-se de dois homens, com 18 e 20 anos, um deles de nacionalidade brasileira em situação irregular no País.Os dois detidos foram presentes ontem de manhã no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Lisboa, que decretou Termo de Identidade e Residência como medida de coacção. Saíram do mesmo ainda antes de o agente agredido ter recebido alta hospitalar.(Fonte:CM)

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Manifestação da Polícia

O Governo foi hoje o principal alvo do discurso de encerramento da manifestação de polícias em Lisboa, sendo o nome do primeiro-ministro o mais pronunciado pelos manifestantes durante o desfile no Parque das Nações."Sócrates escuta, os polícias estão em luta!" - foi a palavra de ordem mais ouvida durante a hora que durou o desfile, realizado naquela zona da capital por ser nas proximidades do local onde decorre, hoje e terça-feira, uma reunião informal de ministros da Justiça e da Administração Interna da União Europeia.

Quando o presidente do sindicato que organizou o desfile, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), fez o principal discurso no final da manifestação, o Executivo socialista foi o alvo de todas as críticas.

"Se este Governo fosse tão rápido a resolver ou a encontrar soluções com vista a resolver os nossos problemas, como o foi a cortar os nosso direitos como medida economicista, teríamos hoje, com toda a certeza, uma polícia a funcionar a cem por cento", disse Paulo Rodrigues no discurso que leu junto à Gare do Oriente.

Antes, os polícias quase enrouqueceram a gritar "mentiroso, mentiroso", sem revelar o nome do visado mas deixando entender o destinatário do insulto, antes de cantarem o Hino Nacional.

No final, Paulo Rodrigues disse aos jornalistas estar convencido que, depois desta manifestação, o ministro da Administração Interna, que tutela a PSP, "vai mudar de política" em relação à polícia.

O líder da ASPP disse estar mais confiante na capacidade de diálogo de Rui Pereira do que na do seu antecessor, António Costa.Caso, não altere a postura, uma Assembleia Geral do sindicato a realizar em Novembro "definirá o que se vai fazer a seguir".

Do seu discurso, salientou-se a acusação de que os polícias continuam a ser "mão-de-obra barata" para o Governo, justificando assim que seja "complicado" conseguir quem se queira alistar na PSP para "arriscar a vida" diariamente por 700 euros.

Os cortes do subsistema de saúde e o aumento dos anos de trabalho até atingir a reforma voltaram a ser outros pontos impostos pelo Governo que os polícias recusam aceitar.Factor inédito da iniciativa da ASPP foi o número de participantes na acção.

Habitualmente, os números da polícia costumam ser bastantes inferiores aos dos organizadores. Hoje, inverteu-se a situação: o líder da ASPP calculava em 1.500 os participantes vindos de todo o País mas, a meio do percurso, um oficial da PSP que coordenava os polícias que acompanhavam a manifestação dos colegas estimou à Lusa que os manifestantes deveriam atingir os 2.500.

Além de outros três sindicatos da PSP - Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) e Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP) - os polícias receberam ainda a solidariedade das estruturas sindicais representativas dos magistrados do Ministério Público, Polícia Judiciária, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e Guarda Prisional, bem como associações representativas da GNR, dos sargentos e da Polícia Marítima.

Fonte : Jornal de Notiçias